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Histórico do Município de Irapuã
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Em meados de 1.875, chegavam a esta região, as famílias dos senhores Hipólito José Godoy e Luiz Marques, que imaginavam aqui morar com a finalidade de cultivar cereais, pois a região - com exceção da parte localizada entre os três córregos (Rio Cubatão ou Barra Mansa, Córrego do Bacuri ou Cervo Grande e Córrego Cervinho) que era estéril - apresentava-se propícia a qualquer tipo de cultura.

Abriu-se a princípio uma clareira no local hoje denominado Palmital, na qual construiu-se uma pequena capela em louvor a São Félix, onde inclusive um frei itinerante rezou a primeira missa. Mais tarde resolveu-se mudar a vila, iniciante, para um local mais acessível. Mudou-se então para as proximidades do córrego Cervinho onde Hipólito José Godoy e Luiz Marques construíram uma capela à Santa de suas devoções, Nossa Senhora do Carmo, ofertando uma imagem da santa que foi colocada no Altar-mor da mesma.

Em principio do século XX, chegaram à vila novas famílias de lavradores que adquiriram alguns alqueires de terra, a fim de formar suas fazendas. Chefiadas pelos senhores Fabiano Moreira, José Bilica, Nhonhô Alves, Joaquim Venâncio e Agostinho Goulart, instalaram-se em casebres provisórios e dedicaram-se inteiramente ao amanho (preparo) das terras, principalmente no cultivo de rubiáceas.

Com o aumento da população, trataram seus fundadores de batizar o povoado, que recebeu o nome de Cervinho, por achar-se localizada as margens do córrego de igual nome.

Em 1899 houve a doação de 40 alqueires à padroeira do Cervinho sendo 20 doados por Francisco Lopes da Silva e sua mulher Anna Francisca de Jesus e 20 por Manoel Marçal da Silva, Antônio Marçal da Silva e Pedro Domingos da Silva e sua mulher Anna Cândida da Silva, segundo transcrição nº 2034 do livro 3, folhas 359 de 22 de março de 1900, consta a escritura particular de 28 de dezembro de 1899 pelas pessoas citadas acima.

Quanto à agricultura, apenas no ano de 1.926, foi iniciada a plantação em grande escala, de café, obedecendo a métodos racionais de plantio. O pioneiro na plantação de café em Irapuã foi o senhor Amadeu Bruzza, que em 1.927, já possuía 280.000 pés plantados e produzindo em sua fazenda Firmeza.

 

Em 30 de Setembro de 1.930 de acordo com o Decreto-lei estadual nº 2.427, a Vila Cervinho passou a distrito, recebendo o nome de Irapuã, pertencendo ao município de Novo Horizonte.

O nome, Irapuã, foi dado – segundo João Ferretti, (1883 -1970) - pelo senhor Machado Rolemberg, antigo dono da Fazenda Barreirão. Originário da Língua Tupi-guarani, Irapuã, faz referência a uma espécie de abelha bastante comum no Brasil e em grande quantidade no município, que apesar de não possuir ferrão é bastante agressiva e virulenta. Pertence a família dos meliponídeos, mede de 6,5 a 7 mm de comprimento, possui cor preta, reluzente, com reflexos violáceos nas asas, produz pouco mel com qualidade inferior e de sabor desagradável e é conhecida ainda por Arapoã e Arapuá.

O significado da tradução do nome Irapuã (Ira=mel; puã=redondo; Mel Redondo) dá-se pela forma arredondada da colméia construída pelas abelhas que é de meio metro de diâmetro e geralmente dependurada nas árvores.

 

Em 1.934, após muita insistência, por parte dos moradores da pequena cidade, Dom Marcondes Homem de Melo – então bispo da diocese de São Carlos – criou a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em louvor à padroeira de Irapuã, nomeando para seu pároco o Revmo. Padre Simão Backer que aqui chegou em 28 de dezembro de 1.934.

Com o grande crescimento e o aumento gradual da arrecadação municipal, obedecendo a um ritmo dinâmico, concentrado particularmente em seu início, na plantação de café, foi o distrito de paz de Irapuã elevado à categoria de Município pelo Decreto de Lei n.° 14.334, de 30 de novembro de 1944, desmembrando-se assim, do Município de Novo Horizonte, mas tendo sua área territorial composta por dois distritos: Irapuã e Sales. Somente em 24 de dezembro de 1.948, pelo Decreto de Lei nº 233, Sales é desmembrado de Irapuã e anexado ao município de Novo Horizonte.

 

 

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